quarta-feira, 7 de abril de 2010

Brasa


Ainda vejo a brasa acesa
Entorno a garrafa em busca de um último gole, que já não há
Amanhã é segunda
Mais um dia de trabalho
-Pra poder ter um salário
(Nunca entendi como tem tanta gente que nunca faz nada
E anda de terno caro, carro zero, no fim-do-mês recebe uma "bôlada")
E a vida vai se consumindo
O que existia vai sumindo
Outras coisas vão surgindo
E a vida não para
Para onde vou hoje?
Algo novo?
Ou o ontem é o hoje e o amanhã de novo?
E o tempo vai tragando a vida
A gente faz
Ou passa e não volta mais
E a brasa se apaga

Fábio Melo

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